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Liquidação do Banco Master pelo Banco Central: entenda o impacto no mercado e as consequências

O mercado acompanha com atenção os desdobramentos da decretação compulsória da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, que ocorreu nesta terça-feira, dia 18/11. No mesmo dia, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono do Master, no âmbito de operação que investiga possíveis crimes relacionados à tentativa de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).


O modelo de negócio do Master era considerado de alto risco, pois seu crescimento se dava mediante a captação de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com retornos de até 140% do CDI, um patamar acima da média praticada no mercado. O banco utilizava a garantia do Fundo Garantidor de Crédito como estratégia de marketing para atrair investidores, o que causava a preocupação de especialistas devido à representatividade do volume emitido pelo banco na liquidez do FGC.


Os recursos advindos dos CDBs eram aplicados pelo Master em ativos de alto risco, como precatórios, direitos creditórios e crédito privado de empresas em dificuldade financeira, que não garantiam a liquidez necessária para honrar com os compromissos do banco.


Especialistas afirmam que a decisão de liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central foi assertiva e ajuda a resgatar a credibilidade do mercado financeiro, já que havia percepção negativa em relação à atuação do BC, que teria permitido a escalada do modelo de negócio do Master. 

A operação da Polícia Federal que levou a prisão de Vorcaro detectou suspeitas da emissão de títulos de crédito faltos pelo Master. São investigados, entre outros, crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e de organização criminosa. 


Na esteira dos acontecimentos, a liquidação do Banco Master deve comprometer cerca de 30% da liquidez do FGC, causando impacto direto no mercado financeiro. A situação deve levar ao endurecimento das regras do Fundo, além de aumentar o risco de crédito no mercado financeiro no curto prazo. Isto pois o resgate dos CDBs emitidos pelo Master pode comprometer consideravelmente o colchão de liquidez do Fundo Garantidor de Crédito. 


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